A importância da Governança Corporativa nas Companhias Abertas
As primeiras teorias acerca do termo “Governança Corporativa” foram discutidas entre 1920 e 1930, nas economias dos países do Ocidente, como resposta à crise de 1929 nos Estados Unidos, mais conhecida como “Grande Depressão”, onde se deu a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Na ocasião os valores dos papéis das empresas listadas na Bolsa estavam em um nível muito elevado, fora da realidade, conseqüência da especulação. Durante o pregão do dia 29 de outubro foram injetados 70 milhões de títulos no mercado, mas não houve demanda. Com isso os preços das ações e dos títulos despencaram, gerando desconfiança do mercado, atingindo outros setores da economia como bancos (congelamento de empréstimos) e fábricas (paralisação por falta de crédito).
No entanto, o conceito de Governança Corporativa se desenvolveu com o crescimento dos fundos de pensão, dos administradores de ativos e bancos. Há cerca de 50 anos ele vem passando por uma evolução, tendo atingido sua maturidade nos anos 90, com a criação dos Códigos de Melhores Práticas. As principais causas para esta transformação no mercado financeiro foram: crises financeiras de algumas corporações mundiais; a pressão dos fundos de pensão e de investimento para obter maior transparência nas prestações de contas; grandes escândalos financeiros nos Estados Unidos e Inglaterra; e a pressão de organismos internos.
Conceito de Governança Corporativa
Entende-se como Governança Corporativa o conjunto de práticas que objetiva agregar valor a uma companhia ao proteger todas as partes interessadas, como investidores, empregados e credores, facilitando o acesso ao capital por meio da divulgação de informações seguras e padronizadas, ou seja, envolvendo transparência, igualdade de tratamento dos acionistas e prestação de contas. O valor de uma empresa é dado pela razão entre sua geração de caixa e seu capital. Quanto mais inclusa nos princípios mandatários da Governança Corporativa, maior a valorização potencial das ações.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Governança Corporativa é o “sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas / cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para sua perenidade”.
Inepar S.A. e o Nível 1 de Governança Corporativa
Os segmentos de listagem do mercado de ações (Novo Mercado, Nível 2, Nível 1 e Bovespa Mais) foram criados pela BM&FBOVESPA há mais de 10 anos. Eles constituem uma forma de desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, atraindo novos investidores e empresas, por meio de regras rígidas de Governança Corporativa.
A Inepar S.A. começou a fazer parte do Nível 1 de Governança Corporativa em março de 2011, com o objetivo de apresentar a seus acionistas, espalhados pelo Brasil e exterior, informações econômicas e financeiras mais detalhadas, gerando assim maior segurança ao investimento realizado. Para isso, a empresa tem a obrigação de divulgar informações adicionais às exigidas em lei, como relatórios financeiros mais completos, informações de negociações realizadas por diretores, executivos e acionistas controladores e sobre operações com partes relacionadas.