Na Iesa Óleo & Gás, quero-quero é mais do que o nome de um pássaro famoso por tomar conta de seu ninho de forma exagerada. "É uma filosofia, cuja meta é unir o quero do funcionário ao quero da empresa, investindo numa política aberta e democrática", diz Irajá Galliano Andrade, diretor administrativo e financeiro da empresa, especializada em engenharia e soluções para o setor de petróleo. Depois de um ano de fora do ranking do GPTW, a Iesa volta, em 2011, na quinta posição. Segundo Andrade, resultado de um ambiente em que os funcionários são incentivados a dar sugestões, visando à melhoria dos processos.
- Promovemos um café quinzenal que reúne os funcionários, sem distinção de cargo. E grande parte do que é feito na empresa tem por base encontros como esse. Se nos contentarmos em ficarmos apenas atrás de uma mesa, não temos como saber o que se passa no dia a dia. Saber ouvir é imprescindível.
Mês a mês, o desempenho da empresa é medido, e os resultados são informados periodicamente aos funcionários. No fim do ano, todos são contemplados com uma gratificação extra, que pode chegar a um ou mais salários, conforme o resultado atingido.
- Iniciativas como essa criam um comprometimento muito grande. Tanto que é raro um funcionário sair da empresa. Quando acontece, a motivação geralmente é pessoal e não profissional - diz o diretor, que chama a atenção para a escassez de mão de obra no setor: - Não posso pagar salários abaixo do mercado para não perder profissionais.
Além de programas de integração, assistência psicológica, ginástica laboral e shiatsu, a empresa oferece bolsas de estudo para os filhos dos funcionários. E no fim do ano, como forma de incentivar as crianças, premia as que alcançarem melhor desempenho na escola. Os funcionários, por sua vez, podem receber até 70% do valor que gastar com mensalidades de cursos de graduação e de pós.
A empresa promove ainda programas voltados para a comunidade em seu entorno. É o caso, por exemplo, do curso de educação formal e profissionalizante oferecido para os moradores do Morro da Providência, numa parceria com Firjan, Sesi e Senai. O projeto, que começou há um ano, já contemplou cerca de 250 pessoas. Alguns já fazem parte do quadro de funcionários da Iesa, que, recentemente, ajudou a promover um grande baile de debutantes na comunidade.
- Esse tipo de iniciativa promove um sentimento de união capaz de estreitar os laços entre as pessoas. E isso tem um impacto muito positivo no trabalho. Outro exemplo bem-sucedido é o Iesa Alegria, em que voluntários visitam hospitais para levar um pouco de alegria às crianças - completa Andrade.
Fonte: www.oglobo.com